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segunda-feira, 12 de julho de 2010

EMBRIAGANDO ARES


Semeadas com carinho de mão
Ao relento aguardam o tempo certo.
As verdes uvas, em um céu aberto
Amaduram em total despretensão.

Assim, também, foi o amor em floração
Semeado por um tempo tão incerto...
Pelo orvalho da paixão - coberto
Amadurou sua essência no coração.

Raro vinho, em dois corpos vorazes
Juntam almas, em néctar de mel sabor
Uvas tenras embriagando ares.

De mil poemas, em doces talares
Tornam as noites, em um feito de amor
Deuses de versos e sonhos fugazes.


Um comentário:

  1. Maravilha de soneto,Cleide!Uma linda semana, beijos, chica

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Agradecida por sua gentil visita.