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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ESTRANHO VAZIO...


Estranho eu me sentir assim

Como uma sombra de mim

Se eu me vejo não me sinto

Não sentindo mais tocar em ti.

Passo ao largo - bem ao longe...

Tão longe que me sinto um vulto

Como tantos outros passantes

Negro - sem nome e sem rosto

Apenas olhando sem me ver

Apenas imaginando teus olhos.

Uma sombra do que eu fui

Do que achei que fui dentro de ti

Do que foste no inteiro de mim

Do que escrevi sentindo ser - nós!

Um vazio atualmente presente

Daquelas imagens flutuantes atuantes

Que me fazem ser hoje tão ausente.

Uma sombra sem querer te seguir

Mas que sorrateira te segue

E te guarda no lado alvo da alma

Um amor que eu vejo querer partir

E prendo-o tão intenso dentro de mim

Mesmo sem entender o do por quê...

Restando (teimar em não) aceitar

Que o destino assim o quis...?

De não mais reconstruir o que partiu

De esquecer o que era construído

Com tanto amor, paixão e sonhos

E o tempo... Ah! O tempo...

Simplesmente ruiu...




quinta-feira, 5 de agosto de 2010

AUSENTE_PRESENÇA



Estar ausente

Nem sempre é ser ausência.

Se sentir um ponto de luz

Em teus olhos se abrindo

Dentro de ti estarei presente.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

NOITES...


E assim foram essas noites

Sem lua... Sem luz de estrelas

Só a solidão em cumplicidade

Vendo as lágrimas serenas

Escrever com amor seu nome

No travesseiro da saudade...


terça-feira, 3 de agosto de 2010

E ME REENCONTREI...


Pelo sim... Pelo não...

Embriaguei-me das trevas
Com pés em vivos espinhos
E flores dispostas nas mãos.
Ceguei-me aos tantos olhares
Me perdi entre os compassos
De danças sem nós e laços
Passos entre ais e vãos.

Esbravejei dores ao infinito
Clamei por amor bendito
Soprei feridas doridas
Dum passado corroído
Que machucava o coração.
Derramei lágrimas de sangue
Acalmei toda a febre do corpo
Quando tão só e em dores
Implorava novos prazeres...

Fui forte quando vulnerável
Bebi mel ao me servirem fel
Deixei-me morrer em dor
E na esperança renasci.
E quando me perdi de mim
Foi só na fé e na poesia
Que eu me reencontrei...

Pelo sim... Pelo não...

Sentei-me menina na lua
Joguei poesias nas ruas
Deixei a alma mulher sonhar.
E tudo por me bastar sempre crer
Que a vida tem bem mais valor
Quando for ela vivida em amor.


TRANSCENDENTE



Sou tanto alma

Que sinto tocar meu corpo

As mãos da poesia...



DESCARTÁVEL


Que mundo é esse que vivemos?
Acho que daqui não faço parte
Nem tão pouco essa minha arte.
Sem amor - que futuro teremos?

Parecemos modelo de vitrine
Todos tão iguais na embalagem
Corpos seminus, triste imagem
Nada que à alma valores ensine.

Objetos pela mídia manipulados
Frios robôs pelas ruas caminhantes
Prazer carnal, descartáveis amantes
Almas vazias à sombra do pecado.

Ganância, poderio, libertinagem
O apocalipse voraz a cada passo
Revelando nos rostos - os traços
Gravando nos olhares - miragem.

Da poesia eu saio e desço ao chão
E vejo solidão, egoísmo e desamor...
Como escrever belos versos de amor
Sê até ele me abandonou sem razão?

Ah! Meu Deus... Que mundo cão!
Onde está o verso que não frustre
Que não me desilude, mas me nutre
Dando-me a pureza da inspiração?

Tenho vontade dessa porta fechar
Isolando-me, pra continuar a crer
Dê quê, exista um lindo alvorecer
Pros versos de amor desabrochar.


SOLIDÃO


A maior solidão

E a que

Nem o próprio Eu

Consegue ser boa companhia.



segunda-feira, 2 de agosto de 2010

LUZ D'ESTRELA


Não vacile e nem seja errante
Pois meus passos não seguirão os seus.
Siga enfrente olhando ao alto, o céu
Quem sabe ache uma estrela mais brilhante.

Pouse seu olhar sobre ela, instigante
Faça da sua poesia um manto, um véu
Cubra-a - para que não fique ao léu
Pra teres de seus versos, musa-amante.

Mas não apague a luz que a faz brilhar
Mantenha-a aquecida e sempre terna
Pra que dos seus braços nunca se vá...

Ao longe estará uma - sempre lá...
Brilhando, mesmo não a vendo, é eterna!
Na poesia, uma estrela, que dizias amar.


TEMPO_PRECIOSO...



O precioso tempo

Como moinho de vento

Desfaz lamentos...


AS VESTES DO SILÊNCIO


Se o dia chegar

Que meu amor não mais queira

Não escreva nas entrelinhas

Dum poema.

Olhe bem dentro dos meus olhos

Deixando que a tua alma me fale

E então me emudeça.

Pois só assim me vestirei de silêncio

E levarei comigo o amor que te tenho

De volta ao meu sonho...


domingo, 1 de agosto de 2010

SILENCIOSO TEMPLO


Se conseguires alcançar

As horas do meu silêncio

E ver parte ou seu todo

Verás o quanto é belo

O silencioso templo

Onde teus dias - aguardo

As tuas noites eu velo

Onde aspiro teus sonhos

Pra em amor guardá-los.


FLORES E ESPINHOS


A vida que eu trilho
É de flores e espinhos
São dias de alegria
E também noites vazias.
São esperanças que nascem
Lágrimas que renascem
São dores que adormecem
Sorrisos que aparecem
Subindo e descendo colinas
Encontrando o amor
Esbarrando na desilusão
Esquecendo a dor
Vivendo da vida a paixão.
Nas fases da minha vida
Sigo como a brilhante lua
Que calada se mostra
Em noites escuras.
Mostrando-se forte
Em luz translúcida
Renascendo teimosa
Todas as noites
Mesmo que ninguém
No céu - a note!


SE FOSSE...



Se o mundo nos fosse

Uma poesia

Que mundo maravilhoso

Ele seria...


PRENÚNCIO DA NOITE


Abri meus olhos
Do sono que eu dormia
Busquei minh’alma
Que pelos sonhos corria
Despertei meu corpo
Em copo cheio de energia
Pulando da cama
Pra saudar o novo dia.

Janela escancarada
No distante horizonte eu via
Espreguiçando-se o Sol!
A natureza num fim à letargia
A um mando de Deus
De cores infinitas já se vestia.

Em meio aos acordes
Do amanhecer - a vida florescia
Numa visão de amor
Em perfeita e bela coreografia.
Prenunciou-me a voz da noite;
Esse meu despertar em poesia!


sábado, 31 de julho de 2010

FLOR



Flor quase morta

Lágrimas em pétalas

Terra em constante espera.


FIM DA POESIA



Fecham-se as cortinas

Apagam-se as luzes

Os atores se despedem

O amor não mais é encenado

A história é enterrada

O elo quebrado

O sonho apagado

O passado arquivado.

A alma se silencia

O coração se fecha

O verso se esconde

É o fim da poesia!


ALMA



A alma

Não é refletida num espelho

Por isso são tão poucos olhos

Que a conseguem ver.


PRA QUEM VAI SUA POESIA?



Pra quem vai o seu amor...
Para um coração de pouco espaço
Para o espaço infinito dum abraço
Ou para estrelas de céu em fulgor?

Quem é a sua musa amada...
Que alimenta a sua alma em flor
Que envolve suas noites em amor
E lhe aninha em frias madrugadas?

Quem é que lhe faz sofredor...
Um navegante em rios de lágrimas
Que as transformas em doces rimas
Em amparo sereno para a sua dor?

Se um poeta é - a quem importa?
Aonde sobrevoa toda sua inspiração
Se o seu amor é real, ou é de ficção
Importa que da emoção abre as portas.

Semeando a vida com sonhos mais belos
Eu bebo do seu vinho e provo o seu pão
A sua poesia põe versos em minhas mãos
Alçando os meus vôos a um céu paralelo.


sexta-feira, 30 de julho de 2010

LIBERDADE



Ninguém pode nos tomar

A liberdade de

Pensar... Sentir... Sonhar...

Livres são esses caminhos.


SEM REGRAS



Existe um sujeito oculto
Em adjetivos múltiplos
E concretos substantivos.

Pronome pessoal em vulto
Advérbios com objetivos
Vírgula exausta em pausa.

Reticências numa espera
De lindo e novo parágrafo
Pra exclamar a primavera.

Interrogação sem resposta
Dum verbo a ser conjugado
Presente - sem ponto final.

São palavras que se agrupam
Frases com, ou sem efeito...
Dando vida aos pensamentos.

Sonhos em versos rascunhados
Poesias sem receio de rasuras
Coração por amor acentuado...


Meus pensamentos
Sem regras ditam versos
E a minha alma d’emoções
(que de gramática pouco entende)
Um vazio preenche
E assim, entre erros e acertos
Sigo versando sentimentos...

INTENSO



O momento mais intenso

O mais pleno e infinito

É quando em mim te sinto

Sendo poesia na minh`alma

Verso despindo o meu corpo

E silêncio - de ternos braços

Preenchendo de amor - espaços!


quinta-feira, 29 de julho de 2010

TER E SER o AMOR



O amor é bem mais que ser só sonho

É senti-lo sendo-o... É vivê-lo tendo-o...

Mesmo que só sonho - ele possa ser.



SE EU AMEI?


Fui amada e...
Amei! Como poucos nesta vida...
E em triste fim eu sofri e sangrei!
Minha alma se sentiu tão perdida
E o meu coração - nem mais sei...

E fui o amor...
Dando-me, em intensidade de luz
Fazendo uma ponte entre céu e mar
Deixando o corpo em sol que seduz
Entregando-me as ondas do amar...

E só... Eu me inspirei...
Em musos, num céu azul de instantes
Anjos sem rostos em mundos surreais
Pedras brutas, que todas fiz diamantes
Sonhos por um curto tempo - especiais!

E assim, sonhei...
Fora da realidade me foram versos, poesias
Impregnadas d'encantos, de paixão e calor.
Mas quem me fecha a noite e abre-me o dia
É o meu mais belo sonho e verdadeiro amor!


quarta-feira, 28 de julho de 2010

LIVRO SAGRADO



Carente de palavra viva

Socorre-me a Tua palavra

Alimentando minha alma.


EXERCÍCIO POÉTICO



Na sanidade das palavras
Um exercício de breve loucura
De pensamentos sem nexos
Voando nos versos do inverso.

São viajantes sem avisos
Indo por ares estranhos
Moribundos vaga-lumes
Sós a espera dum lume...
São borboletas ilusionistas
Entre as letras equilibristas
Em sonho de tempo vencido
Fantasiando numa luz morta.

Tudo é variado e é válido
Na conjuntura do artista!
Que em seu palco poético
Dos sentimentos faz trança
Em falas simples e exóticas.

A poesia é o seu núcleo ótico
Com aromas instigando toques
Transbordando das mãos lavas
Com ais sensuais - provocantes...
E seus momentos que não passam
E os seus instantes que aguardam
Deixam um tempo em retaguarda.

Mas é certo que se entristece
Com todos ensaios nada poéticos
Encenados através de sua janela
De realismo triste em vago tempo
De olhos sem jeito a lentos passos
De almas gélidas em corpos árticos.
É a vida crua! Tão nua de artifícios.

Mas se no céu ainda há estrelas
Retorna o sutil sorriso do poeta
Que mantém em seus nós e laços
A graça das suas luzes em festa.

E exercendo o poder das palavras
Finaliza o seu exercício de loucura
Pois é claro e... Mais que certo!
Que seu tempo é ligeiro... E foge
E logo tudo lhe será só passado...

sábado, 24 de julho de 2010

INDIFERENTE...



O teu desprezo

É dor que reverto

Em teso amor...


sexta-feira, 23 de julho de 2010

SAUDADE PASSAGEIRA...


Saudade, trança no peito inesperada dor
Trazendo de volta os momentos de amor
E a voz do tempo, em curvas d'instantes
Repassa bel imagens das noites amantes.

O mar, assim, leva e traz cada um segundo
Pra não ser esquecido esse amor profundo
Comunga suas ondas, ao deitar-se na areia
Que o amor não se desfaz, como fina teia...

Saudade que me arrasta por tempo e horas
Lacrimejando os versos pelo Universo afora
Nessa longa espera dos braços que me vem
Em aconchego de amor que me faz tão bem!

UMA OBRA DE AMOR



Um reduto sagrado

Guarda o amor

De dois corações.



INFINITUDE


Dois corações
Numa silenciosa cumplicidade
Deliciosamente se amam
Em total comunhão de bem
Poesias e valores.

São eles - Amor e Amor
A duplicidade em unidade
Reverenciando e compartilhando
Todo o verbo amar
Num ilimitado sentir d’almas.

São dois corpos em completitude
Em busca – querer e entrega
E que na Infinitude do prazer
Tocam e sentem
Todo o infinito do ser...


quinta-feira, 22 de julho de 2010

LASCÍVIA...



No incontrolável desejo

Versos-corpos

Em clímax de prazeres.


HOJE, AMANHÃ e PRA SEMPRE...


Hoje...
Eu não quero só esse teu abraço...
Preciso estar presa no teu corpo lasso
Tirando-me o fôlego a perder o compasso
Retirando da minha alma todo o cansaço
Deixando-me livre, em viagem pelo espaço
Pra ser uma poesia que em teu corpo faço.

Amanhã...
Eu quero despertar com esse teu olhar
No teu sorriso de menino, quero ancorar
Quero me sentir menina no teu corpo brincar
Unir nos meus versos, o vento, o sol e o mar
Pra que mais um dia possa sobre ti derramar
Todo esse encanto que eu sinto em te amar.

E pra sempre...
Eu quero que meus passos sejam ao teu lado
Que meu coração continue assim, apaixonado
Que possas sentir que é o homem mais amado
Que a ti sejam todos meus versos enamorados
Que além deste mundo não sejamos separados
Pois amor maior, que este, não foi encontrado.


GÉLIDO



Assim passou por mim

Como grande geleira

Derreteu-se em outros mares.



INVISÍVEL VÉU


Ouço vozes no frio vento
Acopladas por sentimentos
Têm elas, um destino certo
O distante bem mais perto.

São seus sons inspiradores
Murmúrios d’amores e dores
Ecos pelos corredores vazios
Vozes unidas num único fio.

Ouço na passagem desse vento
Almas, num tempo movimento
Em esperança de dias melhores
E de noites, em berço de flores.

Recolhendo súplicas e silêncios
A deriva, ele segue em desvario
Carrega as mensagens pelo céu
Vastos sonhos, em invisível véu.

Pra ele, que me atravessa veloz
E que põe desperta, a minha voz
Dou em tom sereno amor-poesia
Entorpecido pelas noites e dias...


quarta-feira, 21 de julho de 2010

MULHER



O seu corpo carrega na dor

O primeiro pecado da humanidade

E no seu ventre

A maior benção de Deus.

MUDA SERENATA


Escute o silêncio
Que esta noite rege
Muda é a serenata
Que ao sereno segue.

Lírica orquestra
Que a tudo silencia
Adormece a natureza
Em noite de poesia.

E a alma despertada
Mais um sonho lança
Em silenciosa seresta
Outro mundo alcança.


terça-feira, 20 de julho de 2010

NO MEU AMOR TE RECEBO



Eu te recebo no meu pequeno mundo
Mundo, que o transformei em paraíso
À espera que um dia, aqui chegasses
Pra te banhar na fonte de amor puro.

Plantei versos de sentimento profundo
Reguei as flores com águas de sonhos
Marquei de beijos, trilhas e caminhos
Pra que nunca de mim te perdesses.

Juntei-me ao belo canto dos pássaros
Pra te cantar minhas humildes poesias
Entoando da natureza a sua harmonia
Ao som e compasso do meu coração.

Desenhei montanhas tocando o céu
Nas nuvens, anjos, como guardiões
Rios de cores em reflexo de estrelas
Relva bordada com linhas de paixão.

Sim te recebo em minhas noites e dias
Como luz dos meus sóis e minhas luas
Na minha alma que versará com a tua
E neste corpo que no teu será o amor.



domingo, 18 de julho de 2010

RESPLANDECER



Sobre a luz difusa

Irradiante de calor

Coração sem recusa

Liquefaz-se em amor.



EMOÇÕES...


E por falar em emoções...
Como contar todos os momentos
Em que você arrepiou minha alma?
Revolvendo sentidos e sentimentos
Em lentos e tão suaves movimentos
Avivou as batidas do meu coração.

E por falar em emoções...
Como dizer ao certo os instantes
Em que me fez quase perder o rumo
Ao te sentir em mim, como amante?
Instantes em que eu viajei ao infinito
Nas tuas asas douradas de sonhos.

E por falar em emoções...
Como te direi com toda a exatidão
Dessa que ora me toma por inteiro
Levando-me a conhecer um paraíso
Onde nossa poesia tem luz verdadeira
Onde me faz sentir amada por inteira?

E por falar em emoções

Eu te amo!

De corpo, alma e coração.


EM ESTADO DE ALERTA!



O egoísmo... A ganância...

O descaso...

A falsa ideologia...

Levarão ao caos – Este mundo!


AH! MUNDO...


Mas que mundo torto e mais louco
Uns esbanjam, tendo o maior tanto
Outros sobrevivem à fome e ao frio
Nada tendo ou tendo o tão pouco...

Nessas noites de intenso frio
Quando eu caminho pelas ruas
Meu olhar é por inteiro, poesia
Olhando no céu a imponente lua...
Mas o olhar retornando ao chão
Cala minha inspiração em gélida rua
Vendo almas de esperanças vazias
Corpos sobre alguns restos e trapos
Feições tristes - os olhos perdidos
Sem teto - sem sonhos - sem pão
Faz sangrar os versos do coração.

Ah! Mundo... Onde vive sua poesia?

Se os versos abraçassem o frio
Dos corpos que gemem e choram
Se eles trouxessem luz ao escuro
Pra almas, que desiludidas vagam
Eu cobriria todas as ruas de poesias
Pra que este mundo não lhes fosse
Tão vago - tão cruel - tão duro...

Ah! Mundo...
Por que negas a algumas vidas
O direito
De te ter e te sentir poesia?


IMPAVIDEZ



Tão além de mim

Vivi um infinito a alcançar

Sonhos além de nãos e sins...



MEU VERSO DE AMOR


Com um esmero cuidado e querer
Sem marcas e sem alguma mácula
Invadas sem esperar as entranhas
Rompa as portas do templo velado.

Verso silente - indolente - amado!
Que minh’alma e corpo assanha...
Pouse leve o teu amor - na cúpula
Faça acontecer tomando meu ser.


sábado, 17 de julho de 2010

NÃO QUERO!


Não quero do mundo fúteis vaidades
Eu quero dele toda a sua simplicidade
Não dou valor ao ouro e sim, as flores
Quero vida em poesia e do amor cores.

Não quero o sexo, só por puro prazer
Quero amar o prazer quando vier a ter
Não quero só em sonhos poder viajar...
Quero o amor verdadeiro a me enlaçar.

Não quero sombras que façam morrer
Quero versos-luz fazendo-me renascer
Não quero vestígios de mágoa e rancor
Quero da paixão todo seu calor e sabor.

Não quero que pelo que tenho me julguem
Eu quero que pelo o que eu sou me amem
Não busco títulos, nem tão pouco riquezas
Quero do poder do amor toda sua nobreza.



RELATIVO



Sê, vivido ou imagético

Não existirá tempo

No meu eu poético...


MURMÚRIO NA NOITE


A voz na minha noite
Me abraça e me embala
E da lida me faz esquecer.

Não adormece sonho presente
Leva-o por rios céus e mares
Desperta em futuro de versos.

Não toca feridas de outrora
Nem acorda passado distante
Só destrói receios e muros...

Não impede o vir da lágrima
Só a deixa suave rolar a face
Secando-a ao calor dum beijo.

Afastando a sanha do mundo
E o caos do escuro profundo
Faz o meu sorriso renascer...

E ante ao despedir da noite
Com uma ternura tamanha...
Murmura poesia do amanhecer.


VERSOS CASTOS


Vem buscar meus versos castos
Nos meus olhos, eles aqui estão
Nos meus gestos, eles nascerão
No meu corpo, ser-te-ão fartos.

Estes versos são os mais puros
Tal qual, o meu gozo profundo
Colhido no azul d’outro mundo
Onde não há mau e nem muros.

Sorva deste mel, a sua essência
E nestes versos teu amanheça...
Deixando - que na tua presença
Não chore a poesia tua ausência.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A DOR DA SAUDADE


Meus dias estão passando
Comigo, esse grande vazio
Noites, vão me arrastando
Num escuro frio e sombrio.

Não pensei que assim seria
Tudo a minha volta um nada
Que a poesia, eu a perderia
Pois, a você, ela está atada.

Aos olhos, não posso negar
A lágrima que agora escorre
E nessa poesia, deixo chorar
Essa saudade que não morre.

É tão tarde, eu sinto tua falta
O sono demora-me a chegar...
Este meu coração sobressalta
Meu corpo quer tanto te amar.

É mais um dia que se findou
Mais uma noite sem eu te ter
Fria a madrugada me chegou
Resta-me - saudade escrever.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

ILUMINADO AMOR



Que a majestosa lua

Reflita em sua luz

A luz do meu amor

Por ti...


PARTE DE MIM


Não precisa estar ao lado
Nem meus olhos alcançá-lo
De mim está bem próximo
Tanto - que eu posso tocá-lo.

E não haverá nenhum dia
Que junto a mim não estará
Nem haverá nenhuma noite
Pois minh'alma lhe buscará.

E sentindo-o bem perto
Acerco-lhe do meu amor
Envolvo-o no meu abraço
Dou meus versos em flor.

Mesmo de mim distante
Eu o tenho sempre assim
Em carinho e bem juntinho
Porque você é Parte de Mim.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

EM TI...



Existem momentos

Em que Eu me perco de mim

Pra me encontrar e estar

Só em Ti...