Seguidores

sábado, 17 de março de 2012

A TRILHA DO SONHO



Siga a trilha do sonho
Deus não nos deu a toa
Ela é iluminada pelo sol
Tem lindas flores a beira
Tem perfume de primavera
E o mais perfeito arrebol.


Persista nessa trilha
Onde tudo nos é possível
Onde os poetas versejam
Sempre em céu estrelado
E o breu de luzes permeia
Criando seus versos alados.


Nessa trilha _ vive livre
Toda a nossa imaginação
Não há ladrão que roube
Pois temos asas pra voar
Visitando outros mundos
E em alvas nuvens pousar
O sonho que se quer sonhar.



OH! MINHA LUA...



Oh! Minha querida lua
O do por quê
Não mais fazes festa
Na minha janela e rua
Será que sou eu
Que não mais te vejo bela
E te olho com as sombras
De uma noite vazia?


Oh! Minha amada lua
Por que hoje nem tu
Consegues me encantar?
Miro-te pra me inspirar
Mas o coração tristonho
Só se dispõe de lamento
E solitário, no momento
A poesia faz chorar.


Oh! Formosa lua
Que dos poetas é Musa
Volte a me dar seu véu
Não me deixe ao léu.
Renasça-me na sua luz
Antes que partas do céu
E a minha poesia morra
Á sombra de triste cruz.





E GIRA O MUNDO...



Existem doutores e há senhores
Existem traidores e há doadores
Uns tem amor e outros desilusão
Uns são a razão outros a emoção.


Masculino ou feminino a vida é singular
Faz sofrer e chorar leva a cantar e amar.
No tempo do relógio que gira este mundo
Tudo é transformado a cada um segundo.


Cada corpo cada alma em sua essência
Escolhe o bem ou mal pra sua existência
No mar desta vida vão equilibrando a nau
Prosseguindo a grande viagem até seu final.




INGENUIDADE




FUI INOCENTE QUANDO ACREDITEI

QUE ASSIM VOCÊ ME AMARIA...

COM A INOCÊNCIA COM QUE TE AMEI UM DIA.





AH! O AMOR...



Ah! O amor...
Quando o peito invade
Sem culpas e vaidades
Todo escuro se torna luz
A alma os versos conduz
Com um brilho inigualável
Com força incomparável.


Ah! Quem se apaixona
Nada vê a sua volta
No sonho livre se solta
Faz do céu uma canção
Olha o mar com emoção
Sorri pra vida e pro mundo
Pára o tempo por segundos.


Ah! Quem ama...
Faz de abrigo o coração
Louva a Deus em oração
Para a solidão diz adeus
Liberta os segredos seus
Faz de si um templo santo
Revestindo de puro manto.


Ah! O amor...
Chega tão de mansinho
Alojando-se bem quietinho
Nunca nos pede permissão
Deixa a razão em confusão...
E se ele nos abandona um dia
Perde a rima a vida e a poesia.



DORIDA AUSÊNCIA




COMO NÃO LACRIMEJAR DOR

QUANDO O CORAÇÃO SANGRA

PELA PERDA DO SEU AMOR?





A ORIGEM



Quando folheio as páginas
Do livro em que num ontem
Compôs toda a minha alma
Vejo as folhas já amareladas
Qual fossem folhas de outono
Desprendidas de velhas arvores
Levadas pela passada do vento
Mortas nalgum passado tempo.


Ao abrir o livro presente
Ainda que em construção...
Observo que ele conserva
A mesma linha da minh’alma
Contundente em sua essência
Nunca descartando o amor
Ainda que à sua companhia
Vivam a saudade e a solidão
Nada ofuscou o seu fulgor.


Olhando futuras páginas
Ainda com as suas linhas
Alvas - vazias de palavras
Apetece-me o forte desejo
De deitar tantos sentimentos
Sem propósitos - aleatórios...
Feito sementes que o vento traz
Germinar todos os meus versos
Pra que juntos os meus tempos
Revele a origem da minha raiz.




MOTRIZ




A FORÇA MOTRIZ DA POESIA ME MOVE

É ELA QUE CAMPOS SECOS FLORESCEM

E AMOR DA MINHA ALMA CHOVE...





AMOR DO MEU VERSO



Hoje num simples verso
Sobre a poesia eu vago...
Do vácuo não me satisfaço
Ter só metade não aceito
Preciso de todo o teu traço.

Quero-te em meus passos
Curtos_ médios_ longos
Quero flores aos maços
Celebrando o meu corpo
No êxtase que desfaço...

No prazer do meu laço
Ter-te ardente e desejoso
Pra seres forte como aço
No amparo do meu corpo
Na paixão do teu abraço.

Nos trejeitos que eu faço
Quero-te livre sem espaços
Pra nos versos que liquefaço
Sentir teu gozo longo e farto
Solto no meu amor regaço.

Não te quero verso-disperso
Eu te quero em mim amado
Um verso menino-travesso
Aclamando ser rei e dono
Do êxtase que eu perfaço.

Na alma te quero começo
E fim no afim do meu corpo
Quero-te luz no breu espesso
Pra veres o eixo deste amor
Em transverso no meu avesso.



terça-feira, 13 de março de 2012

ESSE JEITO DE ME AMAR




Essa meiguice de olhar
De menino que quer colo
De sonho que faz sonhar
É corpo e alma num todo
É o meu sublime versejar.

Esse teu jeito de abraçar
De buscar, atar, proteger
De cessar a fúria do mar
De passear no meu corpo
É verso em céu a flutuar.

Esse sorriso a improvisar
A lágrima que quer nascer
E em um lírio desabrochar
É a alma em candura viver
É verso de amor a enlaçar.

Essa voz que leva a cantar
O canto maior dos cânticos
Que tão doce vem aveludar
Preenchendo meus espaços
É verso canário a suspirar.

Esse amor que me vem dar
Na calada de todas as noites
E que sobre o leito faz brotar
Dum gozo toda pura essência
É verso a gosto bom de amar.




segunda-feira, 12 de março de 2012

TUA...




E assim foi à solitária madrugada

Em um quebra cabeça de momentos

Alinhavando todas as minhas horas

Com as horas dos teus sentimentos.

E num emaranhado de sensações

Senti como certa a tua presença...

Percebi que a luz chegada da aurora

Jogava tudo que me foi e é triste, fora

Trazendo a emoção de amor presente.

E tão assim, tua... Tão e somente tua!

É esta poesia escancarando novo dia

Despedindo-me das madrugadas frias

Querendo os teus braços em aconchego

E teu amor amanhecendo-me mais tua!




domingo, 11 de março de 2012

Tsunami_SILÊNCIO DE ALMAS



A terra agitada enfureceu o mar

E o sal das águas varreu doces lares

O som ensurdecedor abafou os gritos

O horror percorreu e tocou os cantos

Sem deixar cantos a servir de abrigo.

Hoje se faz um minuto de silêncio

Silenciando almas sobre fina areia

Flores deixadas no epicentro das dores

Incensos perfumando singelas orações

Velas ascendendo a luz dos espíritos

Aliviando os escombros sobre os ombros

E as mãos, unidas postas a reconstrução

Lembram que a união é a única força

Diante da poderosa força da natureza.

Longo é o minuto que corações guardam

Aquele triste encontro da terra e o mar...

Deixando o silêncio no profundo da alma

Dum presente tão ausente em cada olhar.



GRAFEMA



 Sêmen é a palavra que impõe

Se atreve e me põe mais leve

Revirando-me não me destrói

Constrói pura e simplesmente.

Púrpura é a palavra que toma

Sem licença nunca me silencia

Vicia como ópio que me alicia

No verso comum do incomum

Grafema contrastando meu eu

Rastro de verbo sem mais um.




UM DOCE PRAZER



Não quero nem posso lamentar
O gosto amanhecido de passado
Que marca o presente dos versos
Dando azedume àquele raro vinho
Pois me foi servido em belo cálice
Do mais requintado e puro cristal
Foi paixão de textura abrasadora
Encorpando o corpo do mel sabor
Um doce prazer em noites de amor.


Envelhecido pelo tempo das almas
Pela magia daquelas madrugadas
Ele tomava de mim todo o perfume
Dava-me nuances de rosadas uvas
Expostas todas elas sobre meu leito.
Sem segredos foram bocas ardentes
Colhidas à paixão e inebriante aroma
Marcando-me com seus delírios e ares
Com vinho escarlate que unge amores.




NOSTÁLGICA




RECORDANDO-TE VEM A SAUDADE...

DE ME SENTIR MENINA EM TEU COLO

E LIVREMENTE MULHER EM TEU CORPO.





AMOR_SONHOS_VERSOS




Meus versos são meus sonhos
ou
Meus sonhos são meus versos?


Rasgando véus dum Universo
Segue em manifesto meu amor
Tendo o paraíso a meu dispor
De sonhos em intensos versos


Escrevo que meu coração dita
E que meu corpo inteiro agita
Escrevo o amor que me fascina
Que me faz ser mulher-menina.


Integro-o a todo meu sonho
Ressalvo-o em puros versos
E ao tempo _ que tudo passa
Não passa um amor confesso.


E quando ao colo entre os braços
Sou dele a poesia e ele meu verso
O amor é prazer mesmo à espera
É realidade de sonhos e quimeras.


Meus versos são o meu amor
ou
Meu amor são os meus versos?