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quarta-feira, 15 de junho de 2011

EPÍLOGO



O último suspiro da poesia

Dedico inteiramente a ti

Amor que fiz versos até o fim.




E ASSIM...




Foi meu caminho sempre de amor

Mesmo quando incompreendido

Mesmo quando estendido em dor

E assim seguirão os meus pés

Por esse igual chão

Até o fim dos meus dias.

E guardada no meu íntimo

Toda a eternidade da poesia.



domingo, 12 de junho de 2011

O AMOR ESTÁ NO AR...



Que hoje...
Transbordem olhos de emoção
Cântaros jorrem em profusão
O vinho indescritível da paixão.


Que hoje...
Os corações em total sintonia
Produzam a mais linda melodia
E guardem pra sempre esse dia.


Que hoje...
Dois corpos venham a se abraçar
Que se entreguem a arte de amar
Deixando o olor do êxtase no ar.


Que hoje...
O amor vença a todas as barreiras
A lua envolva com sua luz feiticeira
O destino una dois pela vida inteira.


Que hoje...
Sintam-se mais perto - os distantes
Os juntos sejam bem mais amantes
E flores e beijos sejam diamantes...


Que hoje...
Toda leitura do amor seja feita no olhar
A poesia leve a voz do amor a todo lugar
Seja em perfeição dois no ato de amar...


Que hoje... O amor
Seja além de um hoje
Seja mais - Seja eterno!





SUTILMENTE




Em sutileza abre-se ao toque

Exalando seu cheiro de flor

As pétalas em rubor de amor.




ESPERANÇA



Vou fazer uma trança

Desse amor

Que ainda me resta

Vou sentir confiança

No tempo que avança

E esse jeitoso trançado

Prender com esperança

Renovando a crença

Que quem assim ama

E vivi em longa espera

Nalgum lugar adiante

A quem ama - alcança.



quarta-feira, 8 de junho de 2011

A SONHAR...




Quando a luz vem me inspirar

Sonho entre brancas plumas

Que aqui estás a me amar...





QUIETUDE...



É preciso todo o silêncio
Dum azul intenso e imenso
Pra que minha poesia voe.
E entre as negras asas
Esvoacem plumas brancas
E contornando o corpo
A brisa suave que inspira.

E sem hora marcada
Deixo a poesia fluir...
Livre da redoma
É breve o seu partir...
E assim ela voa...
E mais voa...
Em paz e à toa.

E eriçando seu dorso
Plaina sobre águas
Dá-se em amor azul
Ganha o mundo
Mundo sem sombras
Só luzes e o silencioso
Íntimo - imaginário!

E me mostro vulnerável
Ao frágil que me toca
Sinto no laço afável
O tremular do corpo
No abraço desejoso
O elevar da alma
Sem interrupção de gozo
Em mundo meu... Mundo
De nascer - sonhos...

E o fim desse vôo...
É o sentir em plenitude
A inspiração no todo d’alma
É o observar no virgem papel
O cair das letras em quietude
É o sonho tomando espaços
E palavras formando versos
É a poesia pronta a se revelar
Indócil querendo se perpetuar
Num indissolúvel pouso.



QUEM DIZ




Não dispor de tempo

Pra àquela a quem diz

Ser a sua amada

Pode perder pra sempre

O instante apaixonado

Nas curvas do passado.




AH! O AMOR...





É a essência remanescente no meu ser

É a temperança e a insanidade em meu viver

É meu verso em reverso de dor - a prevalecer.





NESSE IR E VIR...



O amor...

Veio-me mais de uma vez

Tomou-me por completo

E muito feliz me fez...

E nas vezes em que flor veio

Partiu com grande dor

O terno enleio...

Não mais meu corpo

Veio a pertencer

Mas eterno - na minh’alma

Ele veio a ser.




ESMAECEU-SE...?




E se foram minhas primaveras

Hoje flores esmaecem-se ao colo

Voltar à estação do amor - quisera!





PERPÉTUO




Não lamento

Os versos não nascidos

No meu apocalipse.

Regozijo-me

Nos versos escritos

Pelo o amor luzes

Em nudez de eclipse.

Pois seus matizes

Em mim perpetuados

Jamais serão esquecidos.



 

domingo, 5 de junho de 2011

SEM PALAVRAS...



Pra onde foram
Todas aquelas minhas palavras?

Esconderam-se
No interminável silêncio dele?

Ocultaram-se
Entre as suas tantas ausências?

Adormeceram
À espera dum novo e lindo dia?

Morreram de vez
Sem mais ter do amor - sua magia?

Sem sabê-las
Eu estou à procura de todas elas

Preciso achar
Os versos na voz da minha alma

Pra preencherem
As linhas ora brancas da poesia

Sem tê-la a me aquecer
Serão longas minhas noites e vazias.




terça-feira, 31 de maio de 2011

ENLUTADAS PALAVRAS...



Ah! Como me pesa este luto
Ferindo com dor o meu peito
Mantendo cenas em sepulcro.


Lágrimas que desarrumadas
Desajustam minhas palavras
Mofam as estagnadas cartas.


Ah! Toda essa minha viuvez...
Florindo de negro a minha tez
Cravando nalma sua estranhes.


Meu arco-íris se tornando gris
Quebrando promessa que te fiz
Sem ti! Longe fiquei de ser feliz.


Ah! Há de me vir um amanhã além
Reencontrar-te-ei no amor que tem
O fim a este luto - que me faz refém!






sexta-feira, 27 de maio de 2011

LIVRE-ARBÍTRIO




Rompi a casca

Soltei a alma

Dei asas à poesia.





POEMA MÓRBIDO



Em noite de céu negro
Eu vejo o vulto da fria morte
Por labirintos de medos
Rondando os caminhos à sorte.

A solidão vive seus limites
A alma se encontra sem norte
E o verso que nasce - morre!
Num corpo sem poema e porte.

Esse silêncio tão profundo
Desmancha-se numa luz forte.
O som da vida retoma o lúdico
E a alvorada leva a noite morte.




quinta-feira, 26 de maio de 2011

O AMOR...





Na poética e meus sentidos

É êxtase... É dor... É saudade

É versos rubros no todo de mim.





MAS...



Sim, de fato a natureza tem mil encantos,
Assim, como a nós, o mar tem dado seu canto
Em magia...
Também à noite, as estrelas junto à dona lua,
Traz a boêmios e poetas, as tão cruas e nuas
Poesias...
Mas, pra que fosse meu Ser envolto em calor,
Fez-te ela Sol para me acariciar com ardor.


Fez as plantas e flores tomarem seus espaços,
As arvores, deu galhos a parecerem braços em laços,
Em visão esplendorosa...
Ao vento ordenou que assobiasse suave canção,
Que entre folhas e ramos causasse a sensação
De uma melodia maviosa...
Mas, pra que eu pudesse conhecer a arte de amar,
Trouxe-me na tua voz, o amor que viesse me encantar.


Fez do homem, sábio e poeta, dando a ele o poder
De com imaginação, tudo criar e assim promover
O bem estar...
Deu a ele, a livre escolha e também a sensibilidade,
Para que seus sonhos pudessem se tornar realidade,
Só precisando se doar...
Mas, pra que o maior dos meus sonhos fosse alcançado,
Fez-te verso de amor, pra na minha poesia ser trançado.


E entre os humanos, ela espalhou muitos dons,
Para que os pintores dessem a vida, vários tons
E a engrandecesse...
Aos músicos deu o canto lírico vindo da alma,
Para que em tom de paz trouxessem, mais calma
E enternecessem...
Mas, pra que a minha alma voltasse a encontrar luz,
A natureza te fez poeta, que me ilumina e me conduz.


E foi assim, que fez ela, serem perfeitos noites e dias,
Trocando no céu, o véu escuro, pelo brilho e magia,
Eternamente...
Bordando com todas as cores uma linda colcha de retalhos,
Fazendo das lágrimas do mundo, gotas puras de orvalho
Incessantemente...
Mas, pra que nunca mais viesse ser triste um dia meu,
Fez-te anjo-homem, pra em asas de amor me levar ao céu.






terça-feira, 24 de maio de 2011

UM VERSO SÓ



Virando pó
Me deu dó
Do verso só.

E morreu só
Em ai de dó
Em chão pó.

Oh! Que dó!
Partiu tão só
Ao seco pó!

Mesmo em dó
Tornou-se pó
Meu verso só.




GUARDO-TE COMIGO



Guardo-te nas horas em que fui feliz
Pois na vida eu sou apenas aprendiz
E aprendendo noite a noite - dia a dia
Eu colho frutos e flores para a poesia.

Da seiva ora doce ora amarga sorvendo
Vou construindo um sonho de amor belo
Edificando pouco a pouco o meu castelo
E nele, todo meu amor por ti mantendo.

E se a vida me colocar em encruzilhada
Logo busco no amor toda a força minha
É ele que me levanta e sempre me aninha
E minh’alma faz crescer em nova estrada.

E ao lamento que a esta porta venha bater
Entrego depressa essas lágrimas sentidas
Molhando de pranto toda a poesia nascida
Aliviando o coração para melhor renascer.

Ainda tu vives nos dias e noites do meu viver
E amando-te na virgindade dos meus versos
Cada poesia é uma conta, que monto o terço
Do meu amor, pra que possa ele te proteger.