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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

APARÊNCIAS...




PREOCUPADO A QUE OUTROS PENSEM

NO PALCO DA VIDA FOI ATOR

MASCARANDO SEU VERDADEIRO AMOR.




VONTADE...




DOS LÁBIOS SEDENTOS

ESCORRE O DESEJO

DE SENTIR O NÉCTAR DO TEU BEIJO.




domingo, 11 de dezembro de 2011

DOÇURA




Enjoam-te os meus versos
Por serem melosos demais
E no conjunto das palavras
Terem o mel que mela tais?

Tolo é o coração enrijecido
Que nega a fluidez do amor
Não nota que quiçá doçura
É antídoto pondo fim a dor.

É a vida em tantos reversos
Que o espírito pode adoecer
Amar à doçura duns versos
Leva a alma a tudo vencer...



ASAS DE AMOR





O VENTO QUE ACARICIA

TRAZ-ME BEIJO EM FLOR

ASAS EM POUSO DE AMOR.




sábado, 10 de dezembro de 2011

PURAMENTE PRAZER...




Eu encontro prazer
Nas pequenas coisas da vida
No ar... No céu... Na terra...
Na água que banha meu corpo
Levando as dores da minh’alma...

Eu sinto prazer
No simples fato de viver
Um dia de cada vez...
Saboreando cada segundo
Que Deus me dá neste mundo.

Eu colho prazer
Feito versos em pinheiros
A espera de serem colhidos
Na surpresa dum improviso
A sós ou a dois - num paraíso...

Eu me dou em prazer
A cada instante de poesia
A cada sonho que se inicia
A toda noite que traz saudade
Às lembranças que me deixa o dia.

 Eu amo o prazer
De ter em mim o amor
E amar esse prazer de o ser!



QUANDO HÁ... AMOR!




Há conexão direta em dois pensamentos

Há discernimento mesmo em longitude...

Ampliando em amplitude os sentimentos.





BOM DIA! AMADO...




No orvalho que amanhece
Sobre as pétalas de uma flor
Deixo terna lágrima em prece
Lembrando-te do meu amor!


E os teus olhos despertando
Ao bem que a vida enobrece...
No longe horizonte te abrigando
Sei que a saudade desvanece...


Pois esse meu amor não entardece
Ele te será vida em poesia infinda...
Pois é em ti que meu olhar adormece
É em teus braços que a espera finda...



SEM QUESITOS...




Não mais eu pergunto

Nem espero uma resposta

Pode ser que por não esperar

 O tempo à frente me espante

E o sonho me pegue pela mão

E eu deslize pelo corrimão

Cantando uma (nova) canção

E a poesia me nasça arfante

Sem perguntas e respostas

Apenas por ser-me mágico

Aquele lacônico instante...



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

ESSENCIAL




VOCÊ VEM VOA E SOBREVOA

E ASPIRANDO A MINHA ESSÊNCIA

SINTETIZA AS SUAS ASAS...




segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

QUANDO SETEMBRO VIER



Quando setembro chegar
Com seu cheiro de flores
Dando a tudo o seu toque
De puro encantamento...
Talvez eu não o receba
Com as suas belas cores
Em tom primaveril...
E nem mesmo perceba
Em jardins e calçadas
O deslumbrar de amores.
Talvez eu assim não o veja
Por a alma se sentir pequena
Tristonha pela dura peleja
Sentindo-se fraca invernosa
E inconcebível de sonhar
Buquês de belas flores
Pra conceber poemas...



VOLUBILIDADE




TÃO INCONSTANTE É ESSE SENTIMENTO

QUE DENTRO DO MEU CORAÇÃO MORA

O TANTO QUE RI É O TANTO QUE CHORA.





sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

SERÁ QUE LEMBRAS?



Lembras...
Dos meus pedaços alongados se juntando
Num inteiro entregue só e inteiramente a ti?

Lembras...
Da minha voz que te sussurrava à noite poemas
Enquanto a minha alma se sentia por ti tomada?

Lembras...
Do meu corpo pedindo com clemência - o gozo
E meus dedos liberando a paixão do teu corpo?

Lembras...
De quando tudo era muito mais que um sonho
Era o destino apontando a dois um só caminho?

Lembras...
Quando eu adormecia sobre uma cama de sonhos
Despertando versos sonhados nas minhas poesias?

Lembras...
Do tempo em que era o amor o meu verso maior
E tocava a ti como pedra preciosa de grã valor?

Lembras...
Daquele tempo vivo que hoje mora nessas horas mortas
Que se arrasta pela noite co’ a solidão fechando portas?

Lembras...
Do que me é ora só vestígios - um mosaico de lembranças?
Assim ao teu esquecimento - morrem as minhas esperanças.



VIVENDO...






TEM VEZ QUE SOU EU QUE LEVO A VIDA

EM OUTRA – ELA É DIRETRIZ E ME LEVA

HÁ VEZ...  QUAL UMA PENA ME É LEVE

NOUTRA... FEITA LÚGUBRE LÁPIDE PESA.



quarta-feira, 30 de novembro de 2011

NASCENTE DE SONHOS





AH! TODOS TEUS ESCRITOS

FONTE DA MAIS PURA CALMA

SONHOS DE TEMPO IRRESTRITO

SÊMEN QUE BANHA MINH’ALMA.



ENTÃO ELA...




Presa a tudo que é passado
Tendo a saudade ao seu lado
Cambaleava sobre saltos altos
Seguindo só pelo duro asfalto.



Mas evaporaram-se
As lágrimas dos olhos
Como as águas dos rios.


Também se secaram
As feridas pelo tempo
E a vida refez seu plantio.



Então ela...
Descalçou seus doridos pés
Balançou os ombros em revés
Sorriu! Porque assim ela quis
Voltando a sonhar em ser feliz.






domingo, 27 de novembro de 2011

PREVIVENDO



Esperando...
Eu ramifiquei os meus possíveis caminhos.


Esperançosa...
Intensifiquei todas as curvas do meu destino.


Repousando...
Em outonos - sobre as folhas de prosas mortas.


Despertei...
Ramos! Em abrigo à flor - do meu verso sozinho.



MUDA SINFONIA





  SOLIDÁRIA A LUA ESPIA

A QUIETUDE DA SOLIDÃO

DEMUDAR-ME EM POESIA.



sábado, 26 de novembro de 2011

NAQUELE LUGAR...



 E foi ali...
Em uma pradaria dourada
Que germinaram esses sonhos
Crédulos perfeitos e enfileirados
Feitos d’ouros trigos encantados
Resplandecendo cada alvorada.

Foi ali...
Que nunca me foram atrás
Nem mesmo pouco à frente
Os passos certos na incerteza.
E inerentes aos espinhos de dor
Foram pés sobre veludo d’amor
Seguindo sem a conta do tempo.

Foi ali...
Em linguagem nada divisória
Que o passado abriu fenda futura
Mostrando qu’o horizonte se deita
Onde um mágico Universo acorda
 Ali... Com graça e em doçura farta
É que a minha alma vagou ilusória...

Foi ali...
Onde o nada me foi tão tudo
E o tudo nada me era absurdo
Que do amor tomei sua semente
Regando-a em mim diariamente
Sob os sóis daquelas noites frias
E todas as luas dos dias quentes
Ornando a vida de singela grafia.

Foi ali...
Onde tudo nasceu e não mais morreria...
Que o amor foi real à luz neon da fantasia
E sonhos vararam noites a espera do dia
Pra deitarem eternos em minhas poesias.



LEGADO




EU ME FUI... FUI-ME SIM!

MAS NÃO PARTI POR INTEIRO

DEIXEI-TE A MELHOR PARTE DE MIM.




REGRESSAR




Retornar ao ponto de partida

É tentar encontrar respostas

As perguntas não esquecidas...



É se olhar no espelho da vida

Sem nenhum temor nem retoques

Refletindo a alma inteiramente despida.



Regressar onde o amor se perdeu - é se libertar



Do peso do velho caminho pra talvez de novo amar!




MEU TEMPO



Pois é... O tempo

Não anda me dando um tempo

Pras coisas que tanto gosto...

Mas quando posso - dele roubo

Milésimo a milésimo...

Para o que me é tão precioso

Não se perder na ociosidade do tempo.

E libertando meus ricos centésimos

O verso renasce e sobre a poesia recai

Pois a minha vida em pressa se vai...

E o tempo que vai não mais volta...

Não me retornará jamais...