É nas horas da madrugada
Que ela vem em sensualidade
Chega com todo seu jeitinho
Provocando... Instigando...
E nem ta aí pra quem a vê
Fútil e a julga com maldade.
Ela quer mesmo é ser livre
Em corpo de igual liberdade
Pra despertar mil e um desejos
Em soma as horas infindáveis
De tanto silêncio e castidade...
É nessas horas (madrugada)
Que as vestes ingênuas do dia
Ela pendura no armário...
Revestindo-se de fatal veste
Lembrando a cor do pecado
Mostrando em ousado decote
O alvo que lhe é desejado...
Nesse amontoado de letras
Sua amostragem dos passos
Nas linhas das suas curvas
Frases imersas em êxtase
Nos lábios todo o contexto
Sensual de versos beijos...
Assim pela madrugada
Até a chegada de novo dia
Ela toca em remanso a alma
Deitando na nudez do corpo
Todo o seu inspirado gozo.
E é revelando-se poema
Em seus febris instantes
Que da paixão ela faz tema
E nessa ilusão de momento
Seus versos escorrem ardentes
Nomeando-nos amantes!